Governo quer cortar custo em movimentação de contêiner

Dezembro 28, 2007

Até o final de 2010, o governo federal quer reduzir os custos da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. A meta é reduzir os custos para o nível europeu, que é de US$ 220 por contêiner. Hoje, o custo de movimentação nos portos brasileiros é de US$ 280 por contêiner, comentou hoje o secretário especial de Portos, ministro Pedro Brito. Um levantamento feito pela secretaria mostra que os custos são mais baixos nos portos asiáticos, US$ 150 por contêiner. Nos Estados Unidos, que são grandes importadores, o custo é de US$ 350 por contêiner.
O levantamento mostrou que o item que mais pesa no custo de movimentação no Brasil é a “praticagem”, ou seja, a remuneração do profissional que é responsável por atracar o navio nos portos. Em Santos, esse item representa 42% da planilha de custo e no Pará, mais de 50%. O ministro explicou que esse serviço é prestado por funcionários ligados a cooperativas e que a idéia é criar um centro para treinamento na secretaria. Ele acredita que o saneamento das Companhias Docas, que o governo pretende realizar no ano que vem, também vai ajudar na redução dos custos portuários.
Fonte: O Estado de São Paulo


Brasil negocia livre comércio com 15 países

Dezembro 25, 2007

País inicia tratativas com nações da África e do Oriente Médio ao antever conclusão pouco satisfatória da Rodada Doha
Acordos tornam o preço dos produtos brasileiros mais atrativo em outros países ao reduzirem a alíquota de impostos
Antevendo uma conclusão pouco satisfatória da Rodada Doha de liberalização comercial, o Brasil escolheu 15 países com os quais deseja fechar acordos de livre comércio no curto prazo.As negociações correm sob sigilo, em especial para não enfraquecer a posição de liderança brasileira entre os países emergentes nas discussões sobre a Rodada Doha.Foi ali que se criou o G20, um grupo de 20 países que falam em uníssono com as economias tradicionais, como os EUA e a União Européia.O problema é que as negociações, após cinco anos de rodada, não vêm caminhando satisfatoriamente. “Finda a Rodada Doha, haverá uma tendência de que o Mercosul avance em várias outras negociações que já estão em curso”, explicou à Folha o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.Atualmente, Itamaraty e Ministério do Desenvolvimento dialogam com Egito, Marrocos, Índia e Coréia do Sul. As tratativas evoluíram para documentos com os cinco países da União Aduaneira da África Austral -África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia, Suazilândia- e os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo -Arábia Saudita, Kuait, Bahrein, Omã, Emirados Árabes Unidos e Qatar.A queda do dólar e maior competição dos produtos chineses fizeram a indústria, a agropecuária e o setor de serviços começarem a pressionar o governo para firmar tratados de livre comércio. Esses acordos tornam o preço dos produtos brasileiros mais atrativo em outros países pois reduzem a alíquota de imposto que os exportadores brasileiros pagam aos governos estrangeiros.A eliminação de barreiras tarifárias também permite aos produtos brasileiros maior competição com os de países industrializados, como os EUA.Na terça, os presidentes dos países do Mercosul -Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai- assinaram acordo de livre comércio com Israel, o primeiro fora da América Latina.Agora, tanto produtos brasileiros como norte-americanos não pagam tarifas para chegar ao mercado israelense. O governo brasileiro espera um aumento “exponencial” na corrente de comércio.“A gente espera que esse comércio cresça exponencialmente. Grande parte do comércio de Israel é feita com outras áreas aduaneiras, eles já têm acordos com EUA e UE. Nós pagamos tarifa, os americanos e europeus, não”, disse Barral.Israel já possui comércio livre de tarifas em 70% de sua balança comercial. Em 2006, o Brasil exportou US$ 261 milhões e importou US$ 458 milhões do país.Hoje, o Mercosul vive o processo para adoção de livre comércio com os outros países da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração) -Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Peru, Venezuela e México. Nos próximos anos, esses países reduzirão alíquotas para produtos do Mercosul e vice-versa, até eliminá-las.Segundo Barral, só será possível discutir acordos de livre comércio com os EUA e com a UE após o término de Doha.Entre os grandes emergentes, o Mercosul enfrentará dois desafios: China e Rússia.O Brasil possui uma séria pendência com os chineses. Mais de três anos depois de um protocolo de entendimento, o país ainda não reconhece a China como economia de mercado, por investimentos prometidos e não cumpridos por Pequim.A situação tornou-se mais delicada nos últimos meses. A reunião entre os dois países, prevista para o início de 2008, foi cancelada. E, na sexta, a China lançou um avião comercial que competirá no mesmo segmento da Embraer.No caso da Rússia, o país ainda não entrou para a OMC, exigência para que haja avanço nas negociações com o Mercosul


Camex implementa ações de falicitação de comércio

Dezembro 21, 2007

Nos próximos dias, a Camex, publicará no Diário Oficial da União medida que auxiliará na desburocratização do comércio internacional.Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, são fundamentais os trabalhos realizados pelo grupo de facilitação de comércio exterior da Camex.”Vamos implementar ações de facilitação de comércio antes mesmo de a OMC (Organização Mundial do Comércio) encerrar os estudos sobre o assunto”, comemorou.O secretário concedeu entrevista coletiva em Brasília, anteontem (19.12), junto com a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, que afirmou que a resolução aprovada na última reunião do Conselho de Ministros da Camex tem o objetivo de facilitar, simplificar e reduzir a burocracia no comércio exterior brasileiro. O texto deve ser publicado ainda nesta semana no Diário Oficial da União.Lytha adiantou que o grupo estuda maneiras de eliminar as múltiplas anuências, harmonizar procedimentos e fazer um controle inteligente, além de otimizar recursos. “Nos últimos três anos, o fluxo de comércio brasileiro com outros países triplicou, mas os recursos não”, disse. Hoje, no governo brasileiro, existem 16 órgãos que dão anuência às importações e 11 às exportações. De acordo com levantamentos da câmara, em 2006, cerca de 36% das importações e 10% das exportações brasileiras necessitaram de algum tipo de controle prévio. O estudo levantou também que há mais de 4,7 mil anuências múltiplas nas importações e 378 nas exportações, o que significa produtos que sofrem ações simultâneas de mais de um órgão. Conforme Lytha, esses são números considerados excessivos para os padrões internacionais. “Muitos desses controles foram criados ao longo do tempo, perderam a necessidade e não foram revogados. Hoje, muitas dessas anuências não passam de assinatura e carimbo”, concluiu.

Fonte: Guia News


Publicada hoje resolução Camex que reduz a burocracia no comércio exterior

Dezembro 20, 2007

A resolução número 70 da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que trata da facilitação, simplificação e redução da burocracia no comércio exterior brasileiro, foi publicada hoje (20/12) no Diário Oficial da União. A resolução foi aprovada na última reunião do Conselho de Ministros da Camex.
Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, os trabalhos realizados pelo grupo de facilitação de comércio exterior da Câmara de Comércio Exterior (Camex) são fundamentais. “Vamos implementar ações de facilitação de comércio antes mesmo de a Organização Mundial do Comércio (OMC) encerrar os estudos sobre o assunto”, comemorou.
Segundo a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, o grupo estuda maneiras de eliminar as múltiplas anuências, harmonizar procedimentos e fazer um controle inteligente, além de otimizar recursos. “Nos últimos três anos, o fluxo de comércio brasileiro com outros países triplicou, mas os recursos não”, disse.
Hoje, no governo brasileiro, existem 16 órgãos que dão anuência às importações e 11 às exportações. De acordo com levantamentos da câmara, em 2006, cerca de 36% das importações e 10% das exportações brasileiras necessitaram de algum tipo controle prévio. O estudo levantou também que há mais de 4,7 mil anuências múltiplas nas importações e 378 nas exportações, o que significa produtos que sofrem ações simultâneas de mais de um órgão. Segundo Lytha Spíndola, esses são números considerados excessivos para os padrões internacionais.
A eliminação da burocracia nos processos do comércio exterior é uma das principais reivindicações do setor privado. Lytha explica que esses entraves prejudicam a qualidade do trabalho e geram custos adicionais para o empresariado e, conseqüentemente, diminuição da competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “Muitos desses controles foram criados ao longo do tempo, perderam a necessidade e não foram revogados. Hoje, muitas dessas anuências não passam de assinatura e carimbo”, ressaltou.
O secretário-executivo do MDIC, Ivan Ramalho, disse que as importações têm um peso extraordinário na economia brasileira. Ramalho lembrou que neste ano, pela primeira vez, as importações brasileiras superaram a casa dos US$ 100 bilhões. “Nossa corrente de comércio em 2008 deverá superar os US$ 300 bilhões e o aumento do fluxo exige um processo ágil, ações de simplificadas e menor burocracia”, concluiu.


Prioridade do Mercosul em 2008 será acordo com a UE

Dezembro 20, 2007

O Mercosul já elegeu as prioridades para 2008, informou o diretor do Departamento de Negociações Internacionais dos Ministério das Relações Exteriores, Evandro Didonet. O diplomata representou o Brasil nas negociações do primeiro acordo de livre comércio do Mercosul com um país fora da América Latina.“Nossa primeira prioridade será avançar as negociações comerciais com a União Européia (UE)”, afirmou ontem o embaixador ao término da reunião de empresários brasileiros com o vice-premier e ministro da Indústria, Comércio e Trabalho do Estado de Israel, Eliyahu Yishai, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na região central da capital paulista.Didonet e Yishai estiveram em Montevidéu na terça-feira para a assinatura do Tratado de Livre Comércio (TLC) com Israel durante a cúpula semestral do Mercosul. Segundo o diplomata, outro fator positivo da reunião foi a sinalização de um novo avanço nas negociações comerciais UE-Mercosul.No início do ano, a previsão dos negociadores era de algum avanço neste semestre. No entanto, pelo atraso das negociações para a liberalização do comércio global da chamada Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), que se arrastam há seis anos, a retomada do diálogo do bloco sul-americano com o europeu também travaram, explicou Didonet. “A UE está vinculando as negociações com Mercosul ao avanço da Rodada Doha. Mas estamos otimistas para uma retomada em 2008″, disse ele.Está prevista para março uma reunião técnica na qual será feita a preparação de uma reunião ministerial dos dois blocos em maio ainda sem local definido, informou.De acordo com dados do Itamaraty, está marcada para maio, em Lima, uma reunião de cúpula dos países da América Latina e Caribe com os da UE.Negociações com a SacuSegundo Didonet, o primeiro acordo que deverá ser assinado pelo bloco integrado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai em 2008 será o de preferências comerciais com a União Aduaneira da África Austral (Sacu, sigla do inglês Southern African Customs Union) - integrado por África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia, Suazilândia.As conversas para um acordo comercial entre Brasil e África do Sul começaram em dezembro de 2000. Em junho de 2003, elas foram ampliadas para incluir os demais países do Mercosul e da Sacu. “O texto do acordo está praticamente finalizado. Acredito que a assinatura formal ocorra até abril ou possivelmente em Lima”, disse.O negociador do Itamaraty lembrou que a Argentina, que assumiu a presidência pro tempore do Mercosul, demonstrou interesse em se aproximar de Marrocos. Didonet acredita que o país africano será o próximo a ter um acordo semelhante ao de Israel. Para ele, as negociações deverão ser iniciadas ainda no próximo ano.A expectativa de Didonet é de um avanço nas negociações para um tratado de livre comércio com os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) - grupo integrado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Barein e Catar.Após a assinatura do acordo com Israel, resta agora que os Congressos dos países membros do Mercosul aprovem o tratado para que ele entre em vigor. “Nossa expectativa é de um incremento nas relações comerciais com Israel, especialmente no intercâmbio tecnológico”, disse Didonet. Ele tem esperanças de que não ocorra o mesmo com o acordo de preferências especiais assinado entre o Mercosul e a Índia, que foi assinado em 2004 e até hoje aguarda para ser aprovado pelo Congresso brasileiro. “O Itamaraty tem se empenhado para ajudar destravar esse acordo com a Índia e com certeza fará o mesmo com o de Israel”, acrescentou.“A assinatura do acordo com Israel foi importante para estimular o empresariado”, afirmou o embaixador Rubens Barbosa, diretor do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp.Barbosa lembrou que o comércio bilateral entre Mercosul e Israel somou a US$ 1 bilhão no ano até outubro, devendo até o final do ano, seguramente superar os US$ 1,1 bilhão registrados em 2006. “Existe um potencial de crescimento na integração com o Brasil e Israel e a entidade já aceitou um convite de liderar uma missão de empresas brasileiras para Israel”, disse.O vice-premier de Israel informou que os principais produtos para a integração comercial com o bloco estão na área de meio ambiente, aparelhos médicos, energia alternativa, tecnologia e técnicas de preservação da água. Yishai destacou também o etanol na pauta de cooperação com o Brasil.(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 14)


Países do Mercosul receberão 50 milhões de euros da União Européia nos próximos seis anos

Dezembro 19, 2007

Os recursos foram anunciados nesta segunda-feira (17), em Montevidéu, pelo comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia
Menos de 24 horas antes de passar a presidência pro tempore do Mercosul para a Argentina, o Uruguai conseguiu formalizar um acordo com a União Européia para a liberação de 50 milhões de euros para os países da região nos próximos seis anos.
Os recursos foram anunciados nesta segunda-feira (17), em Montevidéu, pelo comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia. Outros 117 milhões de euros serão aplicados apenas no Paraguai.
Os recursos para o Mercosul, não reembolsáveis, serão investidos na consolidação da infra-estrutura regional, em setores considerados essenciais para uma futura associação entre a região e a União Européia.
Também serão aplicados nos processos de fortalecimento das instituições do Mercosul, em particular no Parlamento, na secretaria e no Tribunal Permanente de Revisão.
Segundo informações da delegação da União Européia no Uruguai e no Paraguai, também há previsão de investimentos em projetos nos setores de educação e audiovisual voltados à conscientização dos cidadãos sobre a importância do Mercosul.
O memorando de entendimento firmado com o Paraguai também dá prioridade à educação. O setor receberá 95 milhões dos 117 milhões de euros anunciados.
O restante dos recursos servirá para o apóio à integração econômica do país.
Nos últimos 10 anos, a UE destinou ao Paraguai 79 milhões de euros, a fundo perdido, para aplicação em setores como comércio, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, desenvolvimento rural e governança.

Fonte: ABr


Fim da bitributação no Mercosul está próximo

Dezembro 19, 2007

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o acordo para eliminar a bitributação entre os países sócios do Mercosul será o assunto mais importante da agenda de discussões da Cúpula do Mercosul, em Montevidéu (Uruguai), que termina hoje com a reunião dos presidentes. “Eu acho que essa é a forma mais eficaz para combater as assimetrias no Mercosul”, disse o ministro da Fazenda.Mantega disse que as equipe técnicas “estão avançando no sistema da bitributação e eu acho que é o grande feito do Mercosul porque vai de fato estabelecer uma zona aduaneira comum como existe na União Européia, eliminando as duplas tributações que existem hoje e fazendo uma divisão das arrecadações, que vai beneficiar os países menos desenvolvidos, vai combater as assimetrias”. Mantega confirmou que a Argentina e o Brasil vão começar a adotar no comércio bilateral a utilização do peso e do real no lugar do dólar a partir do início de 2008. Esse assunto também será discutido na cúpula, segundo ele, “porque outros países poderão aderir e caminhamos para trocas comerciais com moedas locais”.“O mais importante está sendo feito que é o desenvolvimento de um sistema de compensação de pagamentos, que poderá ser replicado nos outros países, facilitando as trocas comerciais entre os sócios”, afirmou o ministro. Para Mantega, “isso é um grande avanço e deu trabalho para fazer porque tivemos que desenvolver um sistema próprio que não tínhamos na Argentina e, portanto, vai começar a funcionar no início do próximo ano”.
IsraelOutra novidade é que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e Israel será assinado hoje. “O acordo prevê a liberalização dos produtos em até 10 anos e abarca 95% do comércio do lado do Mercosul e 97% do lado de Israel”, disse , o embaixador Regis Arslanian, representante permanente do Brasil junto à Associação Latino-americana de Integração (Aladi) e o Mercosul.O Tratado de Livre Comércio (TLC) põe fim a dez anos de negociações e trata-se de “uma oferta generosa” do Mercosul, segundo qualifica. Para o diplomata, o acordo “mostra que o Mercosul quer abrir seu mercado e que os outros parceiros que quiserem, estamos dispostos a negociar”.O Mercosul já tem TLC com Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, mas esse será o primeiro acordo assinado com um país fora da América Latina.O negociador argentino Eduardo Sigal, subsecretário de Integração Econômica e Mercosul, detalhou que 70% dos bens negociados entre os países do Mercosul e Israel terão alíquotas de importação zero em um prazo de quatro anos. O livre comércio envolverá 85% de todos os bens em oito anos, chegando a 99% em um prazo de dez anos.
Fonte: Jornal de Brasilia


Bloco formaliza acordo comercial com Israel

Dezembro 19, 2007

Montevidéu, 19 de Dezembro de 2007 - O Mercosul assinou ontem um Tratado de Livre Comércio (TLC) com Israel, o primeiro que o bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assina com um país de fora da América Latina desde a sua fundação, em 1991.O acordo foi assinado pelo vice-premier e ministro da Indústria, Comércio e Trabalho de Israel, Eliahu Yishai, e os chanceleres do Brasil, Celso Amorim; da Argentina, Jorge Taiana; do Uruguai, Reinaldo Gargano; e do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano. A assinatura do tratado, que era negociado efetivamente há dois anos, foi um dos principais resultados da cúpula semestral do Mercosul, encerrada ontem em Montevidéu.Segundo dados do Escritório Central de Estatísticas israelense, nos primeiros dez meses deste ano, os quatros membros do Mercosul exportaram a Israel no valor de US$ 460,2 milhões, com uma alta anualizada de 22%, e importaram a partir desse país no valor de US$ 653 milhões, 40% a mais que no mesmo período de 2006.México quer aproximaçãoO governo do México reiterou o interesse em aprofundar a aproximação e a integração com o Mercosul, disse a chanceler mexicana Patricia Espinosa, em um discurso breve aos presidentes do bloco.A ministra falou pela manhã na sede do Mercosul no Uruguai, na presença do presidente anfitrião, Tabaré Vázquez, e dos colegas do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Argentina, Cristina Kirchner, do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, assim como da Venezuela, Hugo Chávez - que espera a aprovação do protocolo de adesão ao bloco pelos Congressos do Brasil e do Paraguai. Também participaram do evento os presidentes do Chile, Michelle Bachelet, e da Bolívia Evo Morales, países associados.Apelo de LulaO presidente Lula convidou a recém empossada presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a definir “uma agenda concreta que abranja os problemas de assimetrias” dentro do Mercosul. O presidente brasileiro também disse que “há cinco anos, se dizia que o bloco era uma ação fracassada, que não tinha muito futuro”, mas a realidade é que, para ele, o Mercosul avançou mesmo “com dificuldades”.Além de Lula e Cristina, Nicanor Duarte e Tabaré Vázquez deixaram as diferenças de lado durante a cúpula ao apostarem no potencial da região, apoiarem uma pronta incorporação da Venezuela e rejeitarem as interferências externas. Eles também saíram em defesa do governo da Bolívia, que enfrenta uma grave crise política.Na segunda manifestação regional de apoio recebida em uma semana pelo presidente boliviano, Evo Morales, os líderes do bloco reunidos deram um sinal claro de que não pretendem ficar de braços cruzados diante das turbulências enfrentadas pelo país andino. “Saiba que o senhor (Morales) conta, em nome de todos aqui presentes, com o respaldo dos países que integram o Mercosul”, disse Vázquez.Ao término da reunião, Vázquez passou o bastão da presidência pro tempore do Mercosul para Cristina, que definitivamente foi a grande estrela do encontro.
Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 14


Mercosul prorroga exceções tarifárias para o Paraguai

Dezembro 19, 2007

MONTEVIDÉU (Reuters) - O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, saudou nesta terça-feira a decisão do Mercosul de estender até 2015 uma série de exceções tarifárias às suas importações, uma medida que tenta formalizar o comércio do país.
Assunção havia solicitado a prorrogação até 2022 para o prazo de aplicação da Tarifa Externa Comum, em uma reunião de ministros das Relações Exteriores e da Economia dos países que compõem o bloco, realizada na capital uruguaia na última segunda-feira.
Duarte disse ter conseguido a prorrogação do prazo para que o Paraguai aplique uma tarifa entre 0 e 2 por cento às importações de bens de informática e telecomunicações, o que beneficia especialmente Ciudad del Este.
A cidade, situada ao leste de Assunção na fronteira com o Brasil e a Argentina, é o principal centro comercial do país e foi considerada durante muitos anos como um lugar de contrabando na região.
Com apoio do Brasil, o Paraguai tenta há meses adotar medidas para formalizar o comércio nessa região.
“Esta exceção representa quase 20 ou 25 por cento do nosso comércio e entendo que é uma maneira de promover a redução das assimetrias que infelizmente existem na região”, disse Duarte na reunião semestral de presidentes do bloco em Montevidéu.
Atualmente, o Paraguai aplica uma tarifa de 0 por cento para uma linha de 57 produtos de forte impacto no comércio de fronteira, enquanto para os demais, a taxa sobre para 2 por cento, explicou o presidente.
O Paraguai também conseguiu a aprovação de dois projetos financiados pelo fundo de convergência estrutural por quase 40 milhões de dólares.
Reportagem de Daniela Desnatis

Fonte: O Globo


UE quer retomar negociações sobre zona de livre comércio com Mercosul

Dezembro 18, 2007

A União Européia está disposta a retomar as negociações para criação de uma zona de livre comércio com o Mercosul, caso a atual rodada de negociações da Organização Mundial do Comércio não avance nos próximos meses.
A intenção foi manifestada pelo Comissário Europeu de Assuntos Econômicos e Política Monetária, Joaquin Almuña, em Montevidéu.
Almuña participou como convidado especial da.reunião de ministros de economia e presidentes de Banco Central dos sócios e Estados Associados do Mercosul, neste domingo (16), a convite do ministro uruguaio de Economia e Finanças, Danilo Astori.
“Na medida em que os mesmos elementos também estão sobre a mesa das negociações multilaterais da Organização Mundial de Comércio, ainda que não com os mesmos detalhes, o grau de avanços ou dificuldades na OMC vem influindo na negociação com o Mercosul”, admitiu o comissário europeu.
“O que queremos agora de nossa parte, e creio que também da parte do Mercosul, é avançarmos nós mesmos nos próximos meses caso não avancem as negociações da Rodada Doha. De nossa parte há vontade política, de nossa parte estamos dispostos a colocar sobre a mesa nossas propostas. Esperamos que isso também suceda por parte do Mercosul”, afirmou em entrevista coletiva à imprensa após a reunião.
Segundo Almuña, o reinício das conversas em nível ministerial poderia ocorrer em maio de 2008 - possivelmente no âmbito da Cúpula América Latina- União Européia e Caribe, prevista para Lima, no Peru.
As declarações de Almuña demonstram uma mudança de postura da União Européia. De acordo com o representante permanente da Missão Brasileira junto à Aladi e ao Mercosul, embaixador Regis Arslanian, o condicionamento das negociações UE-Mercosul à Rodada Doha foi uma opção européia.
“Brasil e Mercosul nunca condicionaram o processo negociador birregional a uma conclusão da rodada. Eles, sim, condicionaram, queriam primeiro ter uma idéia de como iria ficar o quadro geral da rodada para que pudessem fechar com a gente”, relata o embaixador brasileiro.
Segundo Arslanian, a última reunião de negociação entre os dois blocos ocorreu em dezembro do ano passado. Desde então, as conversas não avançaram a espera dos resultados da Rodada Doha. Caso a retomada aconteça, O Brasil espera uma melhoria na proposta européia de abertura de mercados agrícolas.
“Para nós, o que é importante é que eles possam fazer uma oferta significativa de agricultura As tarifas agrícolas européia hoje são proibitivas”, diz o embaixador. Como exemplo, cita o caso da carne, em que a tarifa de importação chega a 170%.
“Você não vai fazer um acordo como este, abrir as portas para produtos industriais e fazer concessões em serviços, e investimentos, dar preferências em compras governamentais e tratamento nacional para empresas européias para, depois, receber menos em cotas de do que hoje a gente já exporta para eles. Para que, então, um acordo de livre comércio?”, indaga Arslanian (ABr)

Fonte: Nexcomex