Uruguai abre passagens na fronteira com Argentina

Novembro 26, 2007

O governo do Uruguai determinou a reabertura, nesta segunda-feira, de dois postos de passagem na fronteira com a Argentina, fechados durante o fim de semana para impedir a entrada de ambientalistas que pretendiam realizar uma manifestação contra uma polêmica fábrica de celulose.
Os postos abertos são os que unem a cidade uruguaia de Paysandú, localizada 378 km a noroeste de Montevidéu, com a cidade argentina de Colón, e a cidade uruguaia de Salto, localizada 496 km ao norte da capital, com Concordia, no país vizinho.
“Neste momento, os dois postos estão abertos. Recebemos um comunicado sobre o que resolveu o conselho de ministros. A situação continuará a ser monitorada, mas agora tudo está tranquilo”, disse o encarregado do posto de Paysandú, Julio Pintos, a uma rádio da área.
Os dois países travam uma batalha há mais de dois anos devido à construção de uma fábrica de celulose pela empresa finlandesa Botnia. A fábrica fica na margem uruguaia de um rio que divide a Argentina do Uruguai e já está em funcionamento.
A terceira ponte binacional é a que une Fray Bentos com Puerto Unzué. Essa ponte continua fechada não apenas pelas autoridades uruguaias, mas também pelos ambientalistas, que há um ano acampam ali.
A fábrica, um dos maiores investimentos ocorridos no Uruguai, está localizada perto de Fray Bentos.
A Argentina teme que a instalação contamine o rio e entrou com uma ação contra o Uruguai junto á corte internacional de Haia alegando que o país vizinho violou um tratado bilateral de proteção ao rio.

Fonte: Terra


Uruguai fecha fronteira terrestre com Argentina em protesto

Novembro 26, 2007

O Uruguai fechou no domingo um posto de fronteira com a Argentina para evitar a passagem de ambientalistas, deixando os dois países isolados por terra, em meio a uma disputa ambiental por causa de uma usina de celulose, disse uma fonte da Prefeitura local.
O posto de fronteira está na cidade uruguaia de Salto na divisa com a cidade argentina de Concórdia, cerca de 490 quilômetros ao norte de Montevidéu.
“Está fechado”, disse um funcionário da Prefeitura de Salto à Reuters.
Uma fonte da Prefeitura de Concórdia confirmou o fechamento do último acesso por terra que permanecia aberto entre os dois países.
O governo havia fechado no sábado um posto fronteiriço ao sul de Salto, a fim de evitar o cruzamento de ambientalistas, que planejavam uma manifestação a alguns quilômetros da fábrica da empresa finlandesa Botnia. A medida provocou um protesto diplomático oficial da Argentina.
Os ambientalistas argentinos haviam dito a meios de comunicação uruguaios que tentariam, então, entrar no país pela ponte internacional de Salto.
Os dois países estão em disputa há anos por causa da construção da usina da Botnia do lado uruguaio de um rio da fronteira. A Argentina teme que a fábrica esteja contaminando o ambiente. A usina foi construída nos arredores da cidade de Fray Bentos, a 310 quilômetros a oeste de Montevidéu.
Os bloqueios de sábado e domingo se somaram ao primeiro bloqueio, entre Fray Bentos e o balneário argentino de Gualeguaychú, ordenado pelo presidente Tabaré Vázquez no começo de novembro.
Vázquez concedeu a autorização final à Botnia para o início de suas operações, assim como o fechamento da fronteira, depois de esforços infrutíferos de negociação entre autoridades uruguaias, argentinas e espanholas –que mediavam as negociações.
As medidas causaram uma troca ácida de declarações entre Vázquez e o presidente argentino, Néstor Kirchner, na Cúpula Ibero-Americana do Chile.
Enquanto a Argentina espera a decisão do Tribunal Internacional de Haia, onde acusou o Uruguai de violar um tratado bilateral sobre o rio de fronteira, Montevidéu defende um de seus maiores investimentos privados, de cerca de 1,2 bilhão de dólares.

Fonte: Agência Estado


Exportações 2008 - MDIC

Novembro 26, 2007

MDIC projeta exportações de US$ 172 bilhões para 2008
Secretário Welber Barral previu que país será um dos 25 maiores exportadores mundiais até 2010
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, anunciou hoje (22/11), durante a cerimônia de abertura do 27º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro, duas novas metas para as exportações brasileiras.
Segundo Barral, o MDIC projeta que as empresas brasileiras vendam US$ 172 bilhões ao mercado internacional no próximo ano, o que representaria crescimento de quase 10% sobre os US$ 157 bilhões previstos para este ano. Barral informou ainda que o país, até 2010, deverá atingir 1,25% do mercado mundial, o que equivaleria hoje a exportações no valor de US$ 208,8 bilhões.
“O Brasil está entre os 30 maiores exportadores mundiais, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC). Até 2010, estaremos entre os 25 maiores. A tendência é crescermos ainda mais”, finalizou.

Fonte: Apex


Mercosul pode assinar em 2008 acordo de livre comércio com Israel

Novembro 26, 2007

O primeiro acordo de livre comércio do Mercosul com um país de fora da América Latina pode ser com Israel, no começo de 2008. É o que tentarão fazer as delegações do bloco e do pequeno país do Oriente Médio, na rodada de negociações que começa hoje, em Genebra. “É um acordo próximo da conclusão, embora não se possa garantir que será firmado nessa rodada”, informou ao Valor o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Itamaraty, Evandro Didonet.
Segundo participantes das discussões e integrantes do setor privado com interesse no acordo, há ainda obstáculos, como a resistência de Israel em dar tratamento preferencial para exportações do Paraguai e Uruguai, sócios menores do Mercosul, e dificuldades entre Israel e Argentina em torno do comércio de herbicidas para agricultura. Mas a disposição dos parceiros em firmar o acordo já revela, porém, que foi afastada a idéia de fazer o acordo com Israel seguir o mesmo ritmo das negociações com países árabes, um dos principais fatores de atraso nas discussões.
Até meados deste ano, os diplomatas dos países do Mercosul tentaram fazer avançar em conjunto os dois acordos, com Israel e com os árabes reunidos no Conselho de Cooperação do Golfo. A forte oposição da indústria petroquímica brasileira e a decisão dos árabes de priorizarem as negociações com a União Européia, mais avançadas, descolaram as duas negociações e a discussão com Israel está reduzida a poucos pontos e detalhes de texto, que podem ser resolvidos nesta rodada em Genebra - ainda que o Itamaraty não queira criar expectativas.
As negociações com Israel já motivaram protestos de organizações não-governamentais e partidos de esquerda, que acusam os governos do Mercosul de legitimar, com o acordo, a ação de Israel no Oriente Médio, com colônias em territórios reclamados pelos palestinos, que receberiam do governo israelense tratamento discriminatório.
O acordo permitiria ao governo exibir um avanço na política de abertura de mercados e serviria de exemplo ao argumento do governo brasileiro de que a ação comercial não é pautada por critérios ideológicos.
A reafirmação do caráter pragmático das negociações e o empenho para não desagradar os parceiros no mundo árabe era a principal razão - oficiosa - para evitar um acordo em separado. O setor privado brasileiro apóia as negociações, embora grande parte dos empresários, inclusive na direção da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), acredite que, se o acordo for alcançado ele terá um efeito mais simbólico que prático.
A balança comercial entre Brasil e Israel está em pouco mais de US$ 700 milhões, com forte superávit para os israelenses. O país tem importações da ordem de US$ 50 bilhões, porém, principalmente alimentos, pedras preciosas, petróleo, celulares, motores de automóveis e outros manufaturados. O Brasil exporta a Israel em torno de US$ 300 milhões anuais, principalmente carne congelada, tubos de cobre e produtos agrícolas, e compra cerca de US$ 400 milhões, principalmente insumos para agricultura.
As autoridades israelenses argumentam, com os acordos de cooperação econômica que firmaram com o Egito e um mais amplo com a Jordânia, que o tratado de livre comércio com o Mercosul não tem potencial de envenenar a relação entre o bloco e os países árabes. O acordo é negociado desde 2005, quando os países do bloco e Israel firmaram um acordo-quadro sobre comércio. Até hoje, porém, esse acordo-quadro não foi votado no Congresso brasileiro.
A perspectiva de concluir o acordo de livre comércio entre Mercosul e Israel ocorre na mesma semana em que o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, participa, como representante do Brasil, das negociações de paz entre israelenses e palestinos convocadas pelo governo dos EUA para a cidade de Annapolis - nas quais os brasileiros serão os únicos participantes da América Latina. Em uma demonstração de que os laços comerciais têm independência em relação à agenda política, Amorim deve reafirmar, em Annapolis, o apoio à devolução de territórios tomados por Israel aos palestinos, e oferecerá ajuda técnica e humanitária, como a prestada ao Haiti e Guiné Bissau por Brasil, Índia e África do Sul.