Iraque busca reaproximação econômica com o Brasil

Julho 3, 2009

O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, recebeu hoje (3/7) o ministro da Indústria do Iraque, Fawzi Toma Harri, e delegação para discutir a reaproximação econômica entre os países. O encontro aconteceu em São Paulo, no Gabinete do Ministério da Fazenda. O principal assunto discutido foi a participação brasileira na reconstrução do Iraque.

Harri expressou a vontade de que o Brasil, a exemplo de países como Austrália, Japão, Reino Unido e Alemanha, retome a posição de parceiro comercial importante do Iraque. O ministro iraquiano afirmou que seu país necessita de investimentos que possibilitem uma reascensão econômica e conta com o governo brasileiro para esse suporte.

Além da reunião com Miguel Jorge, a delegação vai visitar, em São Paulo, indústrias de alimentos com ênfase nos segmentos de açúcar e leite em pó. Os iraquianos ainda irão a silos de grãos e a indústrias de automóveis e caminhões.

Fonte: MDIC


Argentina deve importar até trigo no ano que vem

Julho 3, 2009

A Argentina, que se autoproclama a grande “cesta mundial de pães”, encara a perspectiva de ter que importar trigo em 2010 por causa de perdas provocadas pela seca, da escassez de crédito e das políticas do governo.

Os produtores argentinos de trigo semeiam cerca de 2,9 milhões de hectares, 30% abaixo da safra passada (4,2 milhões de hectares), a menor área em mais de um século, conforme estimativas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

“A temporada de plantio começou mal”, afirma Esteban Copati, analista da bolsa. Segundo ele, a projeção de área poderá diminuir ainda mais, também por problemas causados pela seca.

Além do clima, o novo declínio na área acontece depois de três anos de intervenções governamentais, com medidas restritivas às exportações. Daí porque representantes dos moinhos do país admitem a possibilidade de terem que importar a matéria-prima em 2009. “Ficarei surpreso se isso não acontecer”, afirmou um executivo. “É uma ameaça real”, disse outro. As fontes lembram que a crise global ajudou a piorar o quadro, já que a decorrente escassez de crédito inibe a aquisição de sementes e fertilizantes pelos agricultores.

Fonte: Valor Econômico


Para empresários, reação é limitada pelas exportações

Julho 3, 2009

Marcelo Rehder
A recuperação da atividade industrial nos próximos meses não será suficiente para reverter as expectativas de retração no fechamento do ano, segundo representantes do setor. Eles alegam que o aumento da demanda doméstica não é o bastante para compensar a queda na exportação de produtos industrializados.
“Mesmo considerando que teremos resultados positivos até o fim do ano e já há uma relativa estabilidade no emprego, ainda é uma coisa muito tênue diante do tombo da produção no último trimestre de 2008 e em janeiro deste ano”, afirmou Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Monteiro Neto reconhece que o governo se esforçou para melhorar as expectativas relacionadas ao mercado doméstico com medidas de desoneração fiscal e estímulos a alguns setores, “mas não há soluções mágicas”. “A indústria depende, de forma significativa, das exportações e as exportações dependem da demanda global, que é uma variável sobre a qual não temos controle”, disse.
Para Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a queda da exportação será responsável por 100% da retração da indústria em 2009. “O mercado interno, entre as suas perdas e ganhos, está razoavelmente equilibrado num zero a zero, mas o efeito da queda da exportação é difícil de contornar, pois depende do mercado internacional.”
Contudo, a perspectiva é de crescimento para alguns segmentos, principalmente os beneficiados pela redução de impostos. Na chamada linha branca, a expectativa é de crescimento de 10% ante 2008, disse Lourival Kiçula, presidente da Eletros, que reúne os fabricantes de eletroeletrônicos.
Fonte: O Estado de São Paulo


Argentina vai adotar medidas antidumping

Julho 3, 2009

CALÇADOS CHINESES
A Argentina emitiu novo sinal de que não vai aliviar a pressão sobre os importadores e limitará as compras de produtos de origem chinesa. O Ministério de Produção vai adotar medida antidumping para os calçados chineses, informou o subsecretário de Política e Gestão Comercial, Eduardo Bianchi. Nos próximos seis meses, os calçados chineses, exceto os tênis, vão ter de pagar preço mínimo de referência de US$ 15,50.

Fonte: O Estado de São Paulo


Para que serve o Mercosul?

Julho 3, 2009

A Argentina está realizando uma política industrial à custa do Brasil. As barreiras impostas a produtos brasileiros não resultam apenas de problemas conjunturais, mas são o produto evidente de uma decisão de longo alcance. A ideia é reeditar no século 21 a industrialização baseada no protecionismo e na substituição de importações, um tipo de política muito usado na América Latina entre os anos 30 e 70 do século passado. Diante da omissão do governo brasileiro, as autoridades argentinas descumprem sem dificuldade seus compromissos. Vários segmentos da indústria brasileira aceitaram, para evitar maiores perdas, uma redução “voluntária” de exportações para o mercado vizinho. A contrapartida seria a diminuição dos entraves criados com o licenciamento não automático de importações. Mas a emissão de licenças continua demorando até quatro meses, com enormes prejuízos para empresas brasileiras já forçadas, por acordo, a refrear suas vendas.
Entre janeiro e junho deste ano a receita de exportações do Brasil para a Argentina foi 42,7% menor que a do primeiro semestre do ano passado. O valor das importações caiu muito menos, 19,5%, porque o mercado brasileiro se mantém muito mais aberto. A redução das vendas brasileiras para o maior parceiro do Mercosul não se deve apenas à retração econômica no país vizinho. É atribuível em grande parte às barreiras comerciais, como reconheceu o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. As ações protecionistas afetam 14% dos produtos brasileiros normalmente exportados para a Argentina, incluídos calçados, têxteis, móveis e produtos eletroeletrônicos. O comércio bilateral de veículos e componentes já é regulado há muitos anos, sempre com restrições mais fortes para os produtos fabricados no Brasil.
O atraso na autorização das importações causa com frequência danos irreversíveis aos produtores brasileiros. Produtos com vendas sujeitas à variação da moda, como calçados, podem ser simplesmente perdidos, se a concretização do negócio demorar meses. Também ocorrem prejuízos consideráveis para quem exporta produtos de estação, como certos tipos de roupa ou de sapatos. Executivos brasileiros têm reclamado de problemas como esses, mas não têm conseguido apoio das autoridades de Brasília. Mesmo quando se esboça alguma reação favorável às empresas brasileiras, em alguma área do governo, qualquer reação mais séria é impedida pelo presidente Lula, orientado, como sempre, por seus estrategistas diplomáticos.
Enquanto os produtores brasileiros são barrados, a indústria chinesa conquista fatias crescentes do mercado argentino. Mesmo com restrições burocráticas, os fabricantes chineses levam vantagem, como na maior parte dos mercados, por causa de suas condições excepcionais de competição. Essas condições incluem, naturalmente, uma moeda amplamente subvalorizada e formas de apoio estatal muito menos transparentes que as da maior parte dos países ocidentais.
O protecionismo argentino não é apenas conjuntural. Não é só uma resposta a uma crise internacional muito severa. Aumentou depois do agravamento da crise, no ano passado, mas já estava presente no comércio com o Brasil antes da crise. Agora, mais do que nunca, seu caráter de política de longo prazo é evidente. “Industrialização por substituição de importações” foi expressão usada pela ministra da Produção, Débora Giorgi, numa entrevista publicada no jornal Página 12, de Buenos Aires, em 14 de junho. Nessa entrevista, ela menciona como um dos elementos da política argentina a “defesa do mercado interno contra a competição desleal”. Aceitará o presidente Lula essa justificação para o protecionismo?
Ele e seus conselheiros parecem não ter percebido o sentido da política argentina – política industrial, não um mero conjunto de medidas conjunturais. Segundo eles, o Brasil deve aceitar esse protecionismo para ajudar a Argentina a vencer as dificuldades atuais. Mas há uma enorme diferença entre ser solidário numa crise e aceitar barreiras concebidas como instrumentos de industrialização. Por que devem as indústrias brasileiras pagar os custos dessa política? Para alimentar as fantasias geopolíticas do presidente Lula? Nesta altura, é muito difícil dizer para que serve o Mercosul. Para promover os interesses comerciais brasileiros certamente não serve.
Fonte: O Estado de São Paulo


Cresce a exportação de manufaturados

Julho 3, 2009

Houve surpresas na balança comercial de junho, quase todas muito positivas. A começar do saldo de US$ 4,625 bilhões, o maior desde dezembro de 2006 – resultado de um crescimento de 15,0% das exportações em relação ao mês anterior, enquanto as importações cresceram apenas 0,4%. A corrente de comércio apresentou melhor qualidade, mas com alguma fragilidade.
O crescimento das exportações deveu-se ao aumento das vendas de commodities, que, porém, no que toca à soja, poderá não se repetir. Paralelamente, houve um aumento das exportações de produtos manufaturados, depois de três meses consecutivos de queda.
As exportações de produtos básicos foram 20,2% maiores do que no mês anterior, mas 10,7% menores do que em junho de 2008. As de soja, excepcionais, que responderam por 22,5% da média diária total de junho, atingiram 19,3 milhões de toneladas (40% a mais do que em maio de 2008). Será difícil repetir esse desempenho nos próximos meses. Houve também forte aumento das exportações de minérios de ferro . Esses dois produtos destinados principalmente à China, refeita dos efeitos da crise, tornado-se o segundo cliente do Brasil, depois da União Europeia.
O melhor, talvez, foi o crescimento das exportações de manufaturados (mais 10%), com predominância do material de transporte, com 36,9% de aumento.Isso parece refletir a melhora da situação dos países latino-americanos, os principais clientes desse tipo de produto, apesar da queda das exportações para a Argentina, de 35,5%, em relação ao mesmo mês de 2008.
A melhora das exportações de produtos manufaturados já se previa, pelo crescimento da produção industrial em maio, que certamente não se destinou apenas ao mercado interno.É um fato importante, dado o maior valor adicionado desses produtos.
O crescimento de apenas 0,4% (pela média diária) das importações parece refletir uma reação ainda tímida da demanda interna (redução de 6,9% dos bens de capital e de 8,7% de bens não duráveis) e uma queda da demanda de bens de consumo duráveis (exceto automóveis). Registra-se, porém, um crescimento de 4,6% da importação de bens intermediários e de matérias-primas, o que parece sugerir maior otimismo dos industriais. As importações poderão crescer nos próximos meses, dependendo da evolução da taxa cambial.
Fonte: O Estado de São Paulo


Brasil tem 1º déficit comercial com Argentina desde 2003

Julho 3, 2009

Em razão das medidas protecionistas adotadas pela Argentina e da retração do comércio, as exportações brasileiras para o país vizinho caíram 42,5% no primeiro semestre de 2009 na comparação com o mesmo período de 2008. Também houve o registro, no semestre, de um déficit comercial da balança brasileira com a Argentina de US$ 48 milhões, o primeiro déficit para o período desde 2003, quando a balança bilateral foi deficitária para o Brasil em US$ 500 milhões.
Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, a colocação de barreiras comerciais pela Argentina é preocupante. Em um grupo de cinco setores selecionados pelo ministério, as exportações tiveram queda de 40% em relação ao primeiro semestre de 2008. Os setores são têxteis, calçados, eletrodomésticos da linha branca, móveis e embreagens, que sofrem restrições para a entrada na Argentina.
O secretário disse, no entanto, que qualquer decisão de retaliação a produtos argentinos não será tomada de afogadilho. Barral disse que essa é uma discussão que será feita dentro da Câmara de Comércio Exterior (Camex), composta por sete ministérios. “Qualquer decisão que se refira ao comércio do Mercosul vai para a Camex. É uma decisão de alto nível”, afirmou.
O secretário disse, entretanto, que embora o Brasil tenha interesse no desenvolvimento conjunto e harmônico do comércio com seus parceiros, qualquer parceiro que queira acesso ao mercado brasileiro deve também garantir acesso ao seu mercado. Barral disse que, no próximo dia 14, haverá uma reunião bilateral em Brasília para discutir estas questões comerciais. Ele afirmou que o Brasil também defende a obediência às regras internacionais.
As exportações para a Argentina somaram US$ 4,936 bilhões no primeiro semestre de 2009 contra US$ 8,589 bilhões do mesmo período de 2008. Barral disse que 14% das exportações brasileiras estão afetadas por medidas adotadas pelo governo argentino, como licenças não automáticas e antidumping. Ele destacou, no entanto, que parte da queda nas vendas de produtos brasileiros para aquele país também é resultado de uma retração forte de demanda, como no caso de automóveis, produto que não sofre restrições para entrar no país vizinho.
Fonte: A Tarde


Protegido: INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 952, DE 2 DE JULHO DE 2009 – Dispõe sobre a fiscalização, o despacho e o controle aduaneiros de bens em Zonas de Processamento de Exportação (ZPE).

Julho 3, 2009

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Protegido: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 8, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2009 – Mercadoria 2833.29.60 Sulfato básico de cromo (III) hidratado

Julho 2, 2009

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Protegido: SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 7, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2009 – Mercadoria 2934.99.39 Clomazona (clomazone), também denominado 2 (2-clorobenzil)-4,4-dimetil-1,2-oxazolidin-3-ona

Julho 2, 2009

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