Em nome de bons negócios, empresários brasileiros usam a simpatia e espontaneidade

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – A espontaneidade e informalidade do brasileiro nas negociações internacionais provocam situações únicas e muitas histórias para contar. Em missão ao Sul da África, os empresários brasileiros se viram obrigados a negociar com clientes de diferentes culturas e religiões. Os muçulmanos preferem negociar com os homens, enquanto os hindus não apreciam que suas mulheres sejam cumprimentadas ou beijadas por estranhos.

O empresário Paolo Boria, da indústria de alimentos Yoki, foi eleito pelo grupo que viajou à África nesta semana como o melhor contador de histórias e dono de um bom-humor constante. Para ele, as dificuldades e eventuais diferenças que os brasileiros esbarram nas negociações são vencidas pelo “estilo nacional”.

“Nosso jeito informal, simpático e paciente cativa, mesmo quando há um ou outro problema. Isso é com todo mundo”, disse Boria. “Mas nem por isso o empresário deve deixar de conhecer a história e o perfil de seu cliente. É fundamental você estar a par de tudo isso para poder ser bem-sucedido.”

As missões empresariais não são frequentes, mas os negociadores são obrigados a viajar por vários países para fechar negócios de maior volume. A cada nova situação, eles contam que algo diferente é aprendido.

“Com os chineses, o estilo de negociar deve ser o da pergunta constante: ‘O senhor tem certeza disso?’. Só depois da terceira confirmação é que a gente começa a ter alguma segurança de que o negócio vai dar certo”, ensinou o empresário Paulo Amanthea, da Eucatex, que viaja pelo mundo vendendo portas e dobradiças.

Do setor de massas e óleos, o empresário Murilo Farias Santos, da Emit, disse que é preciso estar atento também para negociar com os turcos e gregos, que têm uma longa história em comércio. “Eles são muito bons. Sabem negociar como poucos, pechincham, pedem, insistem e você tem de estar atento para não ir além dos próprios limites”, afirmou.

A missão empresarial, com 98 empresários, à África reuniu representantes de alimentos e bebidas, agronegócios, casa e construção, indústria automotiva, energia, máquinas e equipamentos, varejo, cosméticos, materiais elétricos e eletroeletrônicos, defesa, infraestrutura e têxtil.

Fonte: Agência Brasil


Empresários se mostram satisfeitos com resultado da missão brasileira ao Sul da África

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – Determinados a fechar negócios e ampliar o mercado brasileiro no Sul da África, os empresários concluíram ontem (12) a missão de quatro dias por Angola, Moçambique e África do Sul. Para eles, as visitas coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior dão o suporte político e operacional necessário a muitas articulações.

“Cada país tem suas características e necessidades próprias. Mas o fato de você seguir em uma missão como esta é muito mais interessante porque há pessoas de todos os setores e cada um observa uma coisa, ao mesmo tempo, quando se chega a um determinado local em grupo a impressão positiva é muito maior”, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Batista Lohn.

Para o empresário Roberto Tavares Coelho, da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), a missão capitaneada pelo governo funciona para abrir portas em lugares de acesso complexo. “Há países, como Angola e Nigéria, onde é muito difícil chegar e até se aproximar dos clientes. Eles até têm interesse, mas nem sempre sabem como fazer e o fato de haver um apoio do governo aumenta o interesse também.”

De olho na Copa do Mundo na África do Sul em 2010, o empresário Luiz Caldeira, da empresa Muraro Bebidas S/A, que exporta destilados e refrigerantes, usou a tradição da caipirinha e das batidas de frutas para poder conquistar a clientela. “Os africanos ficaram entusiasmados com a ideia de ter caipirinha e batida à venda durante a Copa. Também disseram que precisam de um produto de qualidade e preço acessível.”

De diferentes idades, experiências e setores de atuação, os 98 empresários brasileiros que participaram da missão defendem a manutenção das visitas e o aprimoramento de alguns detalhes. Segundo eles, nos locais em que há mais dificuldades administrativas e burocráticas os reflexos na participação na rodada de negócios são imediatos.

“Em Angola, houve dois contatos que confirmaram que iriam aparecer para as reuniões e não compareceram. Em Moçambique foi muito melhor com perspectivas de negócios futuros e na África do Sul eu fechei efetivamente um ótimo negócio”, disse o empresário Jefferson Werlich, da Companhia Industrial Hcarlos, fabricante de fixadores.

Veterano em missões, o empresário João Viscardi, da Casb fabricante de incubação para aves e suínos, afirmou que a missão abre espaço para que sejam fechados negócios entre brasileiros. “São tantos dias viajando que você acaba fazendo negócio com outro brasileiro, descobre que seu produto complementa o dele e vice-versa. Isso é excelente”, afirmou.

Para Marcelo Siegmann, da Brasil Foods, a participação na missão também caracteriza o interesse institucional no projeto de desenvolvimento econômico do país. “Nesta viagem o ministro [Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio] conseguiu que a África do Sul sinalizasse a possibilidade de acabar com as barreiras contra a carne suína. Para nós, da minha empresa, isso é importantíssimo, o fato de estar aqui indica o interesse da companhia”, afirmou.

Gerente de exportação da Móveis Vila Rica, Camila Rodrigues, disse que a missão foi “extraordinária”. “Eu fechei ótimos negócios. Minha linha de produção é destinada à classe econômica justamente a clientela de Angola e Moçambique. Ao mesmo tempo também já encaminhei futuras parcerias com colegas brasileiros. Encerro a missão muito satisfeita”, disse.

Fonte: Agência Brasil


Miguel Jorge diz que missão à África criou perspectivas para ampliar mercado

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – Depois de quatro dias de viagem a três países do Sul da África com um grupo de 98 empresários, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge, afirmou hoje (13) que o objetivo de ampliar o mercado exportador foi atingido e que outras visitas estratégicas serão realizadas. Segundo Jorge, o Brasil tem a “vocação natural” dos imigrantes árabes que é a de negociar.

“O bom negociante sabe que para negociar tem de ser olho no olho. O vendedor tem de ir atrás do cliente e oferecer produtos de qualidade. É isso que estamos fazendo”, afirmou à Agência Brasil o ministro. “Meu avô e meu pai eram mascates, eles vendiam para várias fazendas no interior de Minas Gerais e só mantinham os clientes porque os produtos tinham qualidade.”

O ministro e os empresários visitam Angola, Moçambique e África do Sul. Em cada país passaram pouco mais de um dia, reuniram-se com autoridades e empresários locais. Nas capitais foram montadas espécies de feiras nos hotéis com direito a balcão de negócios. Na relação de empresários, há pequenos, médios e grandes representantes dos mais diversos setores.

A missão empresarial foi composta por integrantes dos setores de alimentos e bebidas, agronegócios, construção, indústrias automotiva, de energia, de máquinas e de equipamentos, além do comércio varejista, dos cosméticos, de materiais elétricos e eletroeletrônicos, defesa e infraestrutura e têxtil.

Jorge prepara a próxima missão, prevista para março, com destino ao Oriente Médio. Os empresários serão levados ao Irã, à Arábia Saudita e ao Líbano. Em maio, vão ser feitas viagens ao Sudão, à Tanzânia e ao Kênia, na África.

Com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que as missões empresariais atuam com eficiência na divulgação e ampliação do mercado exportador brasileiro. “Quando o empresário chega ao exterior com o amparo do governo federal e acompanhado por outros empresários isso dá uma segurança imensa ao cliente estrangeiro”, disse Jorge.

Aos que criticam a escolha de países pouco desenvolvidos, como Angola, Nigéria e Kênia, o ministro reage. Segundo Miguel Jorge, nesses locais é que os empresários têm oportunidades de se lançar em negócios pioneiros e empreendedores. “Não se pode pensar em negócios ou comércio a curto prazo. Tudo é a médio e longo prazo. É assim que funciona.”

Jorge, representantes de outros setores do governo, e os 98 empresários viajam no Boeing 737 da Força Aérea Brasileira (FAB), apelidado por Sucatão. A viagem foi paga pelo governo federal, assim como o translado nas cidades. Mas as estadas nos hotéis ficaram por conta dos empresários. No total foi gasto cerca de R$ 1 milhão.

Fonte: Agência Brasil


Pará e Venezuela estabelecem nova rota marítima para aumentar exportações

Novembro 13, 2009

Brasília – Os governos da Venezuela e do estado do Pará assinaram, nesta semana, termos de cooperação nas áreas de energia, ciência e tecnologia, agricultura, povos indígenas, transporte, educação superior, turismo, cultura e esporte. Segundo a governadora Ana Júlia Carepa, um dos principais acordos firmados com o presidente Hugo Chávez é o estabelecimento de uma rota marítima regular de navios entre o Pará e a Venezuela.

“O presidente Chávez determinou que em 45 dias os navios já façam o primeiro carregamento, trazendo produtos que nos interessam, como fertilizantes, e levando carnes, pescados, frutas e polpas”, disse Ana Júlia à Agencia Brasil. Segundo ela, atualmente os agricultores e pecuaristas têm que transportar sua produção até o Porto de Santos, em caminhões refrigerados, para ser exportada. Com a nova rota, os navios sairão do Porto de Barcarena, próximo a Belém.

“Todos ganham porque o preço dos produtos será bem mais viável e cria uma rota de oportunidades não só para a Venezuela como também para outros países. Vai reduzir muito o preço do frete, melhorar a lucratividade dos produtores e tornar nossa carne muito mais competitiva”, ressaltou a governadora.

As exportações para a Venezuela têm crescido muito nos últimos anos. De acordo com dados do governo paraense, o estado exportava para aquele país, até 2006, cerca de US$ 170 milhões em produtos. Dois anos depois, em 2008, o valor quase dobrou, saltando para US$ 334 milhões. Além de fertilizantes, os venezuelanos devem embarcar cimento e derivados de petróleo para o Brasil.

Fonte: Agência Brasil


Força tarefa contra Embraer

Novembro 12, 2009

Parlamentares dos EUA tentam impedir governo de Barack Obama de negociar compra com a empresa brasileira. Objetivo é assegurar que encomendas sejam feitas à americana Hawker

Dois parlamentares dos Estados Unidos disseram na terça-feira ter escrito para o secretário de Defesa do país, Robert Gates, pedindo que ele se oponha a qualquer negociação para que os EUA adquiram aviões de ataque leve fabricados pela Embraer. O senador Sam Brownback e o deputado Todd Tiahrt, ambos do Kansas, pediram, em carta datada de 9 de novembro, que Gates confirme se o governo americano manteve ou planeja manter qualquer discussão sobre a compra ou arrendamento de pelo menos 100 aviões Super Tucanos.

“Escrevemos para expressar nossa enfática e inequívoca objeção a qualquer acordo desse tipo”, disseram os parlamentares na carta, divulgada em comunicado. Eles argumentaram que um acordo do tipo prejulgaria uma análise em andamento pela Força Aérea para plataformas alternativas que possam realizar missões de ataque leve e reconhecimento armado, que pode abrir caminho para um financiamento para um programa desse tipo a partir de 2011.

Os parlamentares acrescentaram que os militares americanos já investiram pesadamente no desenvolvimento do Hawker-Beechcraft AT-6B, fabricado pela empresa privada Hawker-Beechcraft, no Kansas. Segundo os parlamentares, não permitir que a empresa dispute a concorrência provocará “objeções enfáticas do Congresso”. O Senado e a Câmara aprovaram, cada, projetos que pedem uma “competição total e aberta para o arrendamento ou compra de aviões de ataque leve”. “Na crise atual da aviação, seria irresponsável para o departamento tomar quaisquer medidas na direção de comprar ou arrendar um avião estrangeiro quando uma opção fabricada nos Estados Unidos está disponível para qualquer competição que possa resultar (da análise de alternativas)”, disseram.

O número
100
Total de aviões modelo Super Tucano que poderia ser adquirido pelos Estados Unidos.
Fonte: Correio Braziliense


BC chinês admite defasagem cambial

Novembro 12, 2009

O Banco Central da China reconheceu existir argumentos para uma valorização do yuan. Isso ocorre pouco antes da chegada do presidente dos EUA, Barack Obama, que deverá pressionar o país a rever sua política cambial.

O Banco do Povo da China (BC) disse que a política cambial deve levar em conta “os fluxos de capital e os principais movimentos cambiais”, uma referência à grande entrada de capital especulativo que o país vem recebendo e à fragilidade do dólar.

Os comentários do BC, incluídos em seu relatório trimestral sobre política monetária, contrastam com a posição defendida pelo ministro do Comércio chinês, Chen Deming, durante o fim de semana. Ele disse que a taxa de câmbio deveria “criar expectativas estáveis” para os exportadores.

A afirmação do ministro pode indicar que a posição do BC ainda teria de ganhar apoio nos principais escalões do governo.

Segundo economistas, os comentários do BC dariam a ele mais flexibilidade, mas não significariam necessariamente que o governo poderia mudar de política no curto prazo. Poucos analistas esperam que a China abandone antes de meados de 2010 o atrelamento ao dólar que existe de fato.

Para Ben Simpfendorfer, economista do RBS em Hong Kong, o BC chinês “deu sinais de que reconhece as pressões por valorização, mas eu contrabalançaria isso com os comentários do ministro sobre a necessidade de estabilidade cambial”.

Ontem, em Tóquio, o secretário do Tesouro americano, Tim Geithner, reiterou a importância de um dólar mais forte. “Eu acredito profundamente ser muito importante para a saúde econômica dos EUA que mantenhamos o dólar forte”, disse ele.

A moeda americana caiu ontem para seu mais baixo patamar em 15 meses, o que alimentou as preocupações sobre seu futuro como uma reserva cambial global.

A declaração do BC chinês coincide com a divulgação de uma série de novos dados que indicam a aceleração da recuperação econômica, com o aumento da produção industrial a um ritmo não visto desde antes do início da crise financeira mundial. As vendas de varejo também cresceram fortemente.

Além disso, espera-se que Obama discuta a situação da moeda chinesa em sua visita ao país no início da semana que vem. “[O tema] moeda, junto a uma série de outros temas, surgirá”, disse Obama anteontem.
Fonte: Valor Econômico


Entrada da Venezuela no Mercosul não prejudica acordo do bloco com Israel, diz Shimon Peres

Novembro 12, 2009

São Paulo – O presidente de Israel, Shimon Peres, disse hoje (12), ao participar de uma cerimônia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que não acredita que o acordo comercial entre o Mercosul e Israel vá ser prejudicado com a possível entrada da Venezuela no bloco. As relações de Israel com a Venezuela, estão estremecidas desde o conflito na Faixa de Gaza entre palestinos e israelenses, quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, criticou duramente as ações das forças armadas israelenses.

Segundo Peres, o Mercosul não deverá adotar as iniciativas de Chávez. “Acredito que ele é que terá que adotar a política do Mercosul que é uma política de cooperação e não uma política de ódio”. Peres disse estar muito satisfeito com o Brasil por ter aberto o Mercosul para Israel e reitereou que Chávez deve “chegar a um acordo mundial, porque o mundo não vai seguir o seu exemplo”.

O chefe de estado israelense ainda comentou, de forma bem-humorada, os problemas energéticos venezuelanos. “Sei que Hugo Chávez é um homem muito especial. Aliás, há um ponto em que concordo com ele. Como, por exemplo, que você não deve pensar quando está tomando banho, porque gasta água”.

Peres também voltou a fazer críticas ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que teria financiado o Hesbolah. Em sua opinião, “uma organização terrorista”, que dividiu a Autoridade Palestina. Mas acrescentou que, embora considere Ahmadinejad, um líder “que não tem mensagem positiva para o futuro, Israel deveria tentar um acordo de paz com o Irã”.

No final de sua entrevistas aos jornalistas, o presidente de Israel afirmou que o Brasil pode ajudar nos acordos de paz no Oriente Médio. “O Brasil tem hoje uma voz especial que é respeitada em todo o mundo”. Depois do evento na Fiesp, Peres irá receber uma homenagem no Clube Hebraica, em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil


Brasil e África do Sul firmam acordo para venda de carne suína

Novembro 12, 2009

Johanesburgo (África do Sul) – Os governos da África do Sul e do Brasil firmaram hoje (12), em Johanesburgo, um acordo de fast track (de negociações rápidas) para tentar solucionar problemas comerciais que travavam exportações e importações de mercadorias dos países. Um dos principais entraves envolve a venda de carne de porco brasileira que sofre com as restrições impostas pelo governo sul-africano.

Os sul-africanos alegam questões fitossanitárias para vetar a entrada de carne de porco do Brasil. Mas, as autoridades brasileiras afirmam que o produto obedece a todas as regras internacionais e não há razões para a proibição.

Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e do Comércio e Indústria da África do Sul, Rob Davies, reiteraram hoje que há intenções de buscar solução para a exportação da carne suína e encerrar a controvérsia.

Davies afirmou que no começo de 2010 um representante do Ministério da Agricultura da África do Sul irá ao Brasil para negociar um acordo para a exportação da carne suína brasileira. Para Jorge, até fevereiro essa e outras questões estarão solucionadas.

Aos 98 empresários brasileiros, que estão em missão ao Sul da África, Davies recomendou que os brasileiros invistam em áreas complementares às locais e não concorrentes às que atuam os sul-africanos. “Não queremos destruir capacidades, mas complementá-las”, afirmou o ministro sul-africano.

De janeiro a outubro deste ano, o comércio entre Brasil e África do Sul foi de US$ 1,4 bilhão – abaixo dos US$ 2,1 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Para a África do Sul, o Brasil vende principalmente carne de frango, chassis, motores de veículos, carrocerias, açúcar refinado e autopeças, dentre outros.

Da África do Sul foram comprados um total de US$ 349 milhões, no mesmo período. Os principais produtos comprados dos sul-africanos são hulhas, motores para veículos automóveis, ferro-ligas e produtos laminados planos de ferro ou aços.

De acordo com o ministro, o objetivo da viagem é incentivar a ampliação o comércio e os investimentos bilaterais, explorando possibilidades de cooperação entre os setores produtivos do Brasil com esses países.

A África do Sul é a última escala da missão empresarial, liderada por Miguel Jorge, iniciada no último domingo (8). A viagem começou por Angola e depois continuou em Moçambique. É a terceira vez no ano que o ministro comanda uma missão de empresários à África.

Em janeiro, uma missão de empresários visitou Marrocos, Líbia, Argélia e Tunísia. Cinco meses depois, em junho, uma delegação brasileira esteve em Gana, Senegal, Nigéria e Guiné Equatorial.

Fonte: Agência Brasil


Reuniões em Johanesburgo encerram Missão Empresarial ao Sul da África

Novembro 12, 2009

A Missão Empresarial Brasileira ao Sul da África encerrou seus trabalhos nesta quinta-feira, dia 12 de outubro, em Johanesburgo, África do Sul.  Pela manhã, o ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio exterior, Miguel Jorge, manteve reunião de trabalho com o ministro da Indústria e Comércio daquele país, Rob Davis. Ao longo do dia, foi realizada rodada de negócios entre empresários brasileiros e sul-africanos.

Na segunda-feira e terça-feira, a missão chefiada por Miguel Jorge passou por Luanda, capital de Angola. Na quarta, visitou Maputo, capital de Moçambique. Nesses locais, também ocorreram rodadas de negócio.
A delegação brasileira foi integrada por cerca de cem empresários brasileiros de oito setores econômicos e por representantes de alguns órgãos do governo, entre eles, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri. A missão chegará ao Brasil na manhã desta sexta-feira, dia 13.

Comércio

De janeiro a outubro deste ano, a corrente de comércio entre Brasil e África do Sul foi de US$ 1,4 bilhão – valor 34,9% abaixo dos US$ 2,1 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 1 bilhão, 30,3% menos que o registrado no mesmo período do ano passado – US$ 1,510 milhões.

Este ano, os produtos manufaturados representaram 74,5% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos (22,4%) e semimanufaturados (3,1%). Os principais produtos exportados para a África do Sul foram carne de frango congelada, fresca ou congelada, chassis com motor e carrocerias para veículos, açúcar refinado e partes e peças para veículos automóveis e tratores, dentre outros.

As importações brasileiras da África do Sul foram de US$ 349 milhões entre janeiro e outubro deste ano. O valor foi 45,7% menor que o total alcançado no mesmo período de 2008, quando o Brasil vendeu US$ 643 milhões para os sul-africanos. Entre os produtos comprados do país, os manufaturados representaram 65,4% do total, seguidos pelos semimanufaturados, com participação de 20,6%, e pelos básicos, 14%. Os principais itens importados foram: hulhas, motores para veículos automóveis e suas partes, ferro-ligas e produtos laminados planos de ferro ou aços

Fonte: MDIC


Brasil barra autopeças argentinas

Novembro 11, 2009

Disputa chega ao setor mais importante no comércio entre os dois países e eleva o número de produtos atingidos para 35
O Brasil elevou o tom do conflito com a Argentina e começou a retaliar no setor automotivo. O governo brasileiro está exigindo licenças de importação para algumas autopeças argentinas, o que, na prática, significa barrar a entrada. O setor automotivo é muito sensível, porque representa quase 40% do comércio entre os dois países.

A lista de autopeças sujeitas a licenças no Brasil inclui caixas de marcha, partes de aparelhos de ar condicionado, filtros de óleo de motores, baterias e partes de dispositivos elétricos de ignição. Segundo uma fonte do setor privado, os produtos foram “escolhidos a dedo” para que as fabricantes de autopeças na Argentina reclamem com o governo local.

O Brasil está aumentando a lista de produtos vindos da Argentina sujeitos a barreiras, o que provoca uma fila de caminhões na fronteira. As licenças começaram a ser aplicadas pelo País em meados de outubro para 15 produtos, como farinha de trigo, vinho e frutas. Na semana passada, quando foram incluídas as autopeças, a lista chegava a 35 itens.

O objetivo é elevar a pressão até a chegada da presidente Cristina Kirchner, na próxima quarta-feira, dia 18 de novembro, para que a Argentina retire os entraves contra os produtos brasileiros. Ela vai se reunir com o colega Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

As barreiras adotadas pelo Brasil são uma retaliação contra as licenças de importação aplicadas pela Argentina após a crise global, que já atingem 767 itens, o que significa 17,3% das exportações brasileiras para o país, conforme cálculo da consultoria Abeceb.com.

A burocracia argentina prejudica a exportação brasileira de diversos setores, como calçados, têxteis, linha branca e autopeças. A principal reclamação do setor privado é que as restrições provocam desvio de comércio a favor da China.

Os empresários brasileiros aceitaram “voluntariamente” restringir as vendas, mas o governo argentino descumpriu os acordos e não respeita o prazo de 60 dias da Organização Mundial de Comércio (OMC) para a liberação das licenças.

No caso das autopeças, o governo brasileiro decidiu retaliar dentro do próprio setor, por causa de sua importância para o comércio. As exportações de baterias, freios e embreagens para a Argentina estão paralisadas desde 14 de setembro. Até ontem, não havia sido liberada nenhuma licença de importação para esses produtos e poucos importadores tinham conseguido se cadastrar.

As barreiras de ambos os lados preocupam as montadoras, porque, se persistirem, podem prejudicar o abastecimento das fábricas no Brasil e na Argentina, por causa do alto grau de integração dos dois países.

“O caminho para o Mercosul é a negociação e o entendimento. É preciso previsibilidade para produzir”, disse o vice-presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Sérgio Martins Mello.

Segundo o gerente geral da Associação das Fábricas Argentinas de Componentes (Anfac), Juan Cantarella, o problema não é generalizado, mas “pode causar problemas de abastecimento nas unidades do Brasil”, se não for resolvido.

Os fabricantes brasileiros de autopeças aplaudiram a medida. “Dessa maneira, o governo argentino vai entender bem o recado”, disse o presidente da Sindicato da Indústria Brasileira de Autopeças (Sindipeças), Paulo Butori. Ele argumenta que as indústrias locais têm condições de suprir o que não vier da Argentina.

No mercado argentino, onde as barreiras às autopeças brasileiras já duram quase dois meses, as empresas relatam desabastecimento para a reposição. Os importadores aumentaram as compras do Brasil antes da exigência de licenças, mas os estoques estão perto do fim.

Ainda não houve interrupção na produção de veículos no país vizinho. Se importarem diretamente, as montadoras terão o produto liberado, mas a opção cria problemas nas fábricas dessas empresas, que não trabalham com estoques.
Fonte: O Estado de São Paulo