Comércio garantiu superávit da semana passada. Bovespa subiu 0,25%
Patrícia Duarte e Bruno Rosa
O superávit do fluxo cambial — entrada e saída de moeda estrangeira do país — cresceu 77% na semana passada, passando a US$ 1,565 bilhão no acumulado do mês, até o dia 18. O saldo foi influenciado pelo comportamento do comércio exterior, informou ontem o Banco Central (BC). O desempenho até a última sexta-feira elevou as entradas líquidas de dólares no país a US$ 28,311 bilhões este ano.
A conta comercial, que estava com déficit nas duas primeiras semanas de dezembro, acumulava saldo positivo no mês de US$ 1,780 bilhão. As exportações somaram US$ 9,461 bilhões e as importações, US$ 7,681 bilhões.
Na conta financeira, onde entram investimentos estrangeiros diretos, em ações e em títulos, o déficit era de US$ 214 milhões no mês até o dia 18. As compras foram de US$ 22,042 bilhões e, as vendas, de US$ 22,256 bilhões.
Os saques, segundo especialistas, são sazonais, porque há uma tendência de investidores e empresas a remeterem lucros e dividendos para suas matrizes.
O gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, diz que nas próximas semanas o mercado financeiro deve registrar mais saídas, o que pode levar o dólar a ficar mais próximo de R$ 1,80. Ontem, a moeda encerrou a R$ 1,757, com queda de 1,40%.
O BC informou ainda que continuou atuando no mercado à vista de câmbio. Até o dia 18, as reservas internacionais do país haviam subido US$ 2,67 bilhões. Desde maio, quando voltou a intervir no câmbio, a autoridade monetária já comprou US$ 26,67 bilhões.
Oferta de debêntures do BNDESPar foi de R$ 1,25 bi
Ontem, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, fechou em alta de 0,25%, aos 67.588 pontos, com poucos negócios. Com isso, a Bolsa acumula ganhos de 80% desde janeiro, em seu melhor desempenho em sete anos.
Ontem, a cotação das commodities no mercado internacional, que tiveram um dia de valorização, impulsionaram as ações da Petrobras (0,99%) e da Vale (0,23%).
Nos Estados Unidos, as bolsas subiram pelo quarto dia seguido. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em alta de 0,01%. O Standard & Poor’s (S&P) ganhou 0,23%. O Nasdaq subiu 0,75%.
Executivos e personagens da Lucasfilm Ltd. e da saga de Guerra nas Estrelas, como o lendário Darth Vader, tocaram ontem os sinos de abertura da Bolsa de Nova York. Depois de mais de 30 anos, a marca licenciada Guerra nas Estrelas se mantém em primeiro lugar no segmento de brinquedos, com vendas 60% superiores aos concorrentes.
O BNDES informou ontem o resultado da oferta pública de debêntures do BNDESPar, seu braço de participações. A emissão foi de R$ 1,25 bilhão, superando a previsão inicial de R$ 1 bilhão. Segundo o banco, houve forte procura de pequenos investidores, que ficaram com R$ 343,1 milhões em papéis, ou 27% da emissão. Na emissão anterior, em 2007, eles não levaram nem 15% dos papéis.
—Essa emissão foi um sucesso sob qualquer ponto de vista. Além da boa captação, da elevada demanda, atingimos nossos objetivos institucionais, de promover o mercado de debêntures do Brasil, criando um mercado secundário para estes papéis —afirmou Tiago Rabelo Pereira, chefe do departamento de renda fixa do banco de fomento.
O BNDES informou que R$ 640 milhões de debêntures emitidas são da série prefixada e R$ 610 milhões vinculadas à variação do IPCA. As taxas de rentabilidade, definidas em função da oferta de interessados, ficou em 12,74% ao ano na série prefixada, com pagamento único de juros e principal no vencimento, em janeiro de 2013. A série atrelada ao IPCA pagará taxa de 7,078% ao ano, além da inflação, com pagamentos anuais a partir de 2012 e vencimento em 2015.
*COLABOROU Henrique Gomes Batista, com agências internacionais
Fonte: O Globo
Escrito por Guilherme Oliveira
Escrito por Guilherme Oliveira
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